segunda-feira, 2 de abril de 2012
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
BRINQUEDOS QUE MEUS PAIS BRINCAVAM...
No tempo dos nossos pais ou avós, a vida das crianças era brincando nas calçadas, nas ruas, nas praças, nos muitos terrenos descampados da cidade e nos sítios e nas fazendas do interior. As brincadeiras eram mais simples, porém, muito divertidas. Existiam
brincadeiras de meninos e brincadeiras de meninas. Mas tinham também as brincadeiras para ambos os sexos. As brincadeiras de meninos estimulavam competições e atividades físicas, enquanto as brincadeiras das meninas eram geralmente relacionadas à vida doméstica e às relações afetivas. Essas mesmas brincadeiras fazem parte do patrimônio lúdico-cultural, traduzindo valores, costumes, forma de pensamentos e aprendizagem. E, assim, os jogos e as brincadeiras podem ser capazes de fornecer à criança a possibilidade de ser um sujeito ativo, construtor do seu próprio conhecimento, alcançando progressivos graus de autonomia diante das estimulações do seu ambiente.
Hoje, vivemos em novos tempos, a marca da industrialização, belíssimos na forma, iguais entre si e impostos à criança pelos meios de comunicação de massa. Tempos de globalização, quebra da singularidade do sujeito. Assim, a subjetivação da criança se faz em um outro cenário. As brincadeiras de fundo de quintal foram substituídas e reduzidas a um quarto, a uma tela de televisor, aos computadores, à tecnologia avançada e, quando não é reduzida por esses motivos, a sua liberdade é tolida pela violência instalada na maioria dos grandes centros urbanos. A relação da criança não é mais com outra criança, mas com a imagem virtual. Com isso, as emoções se perdem nesses circuitos eletrônicos, e a criança passa a ter como melhor companhia a máquina e as imagens virtuais. Os sentimentos e as relações interpessoais se tornaram frios nos dias atuais. Basta observarmos com mais carinho em sites de relacionamentos, onde os cumprimentos de parabéns para um amigo que esteja aniversariando é feito por este veículo tecnológico, e nem um simples telefonema é realizado. Diante disto, escola e família precisam se dar conta que, por meio do lúdico, as crianças têm chances de crescerem e se adaptarem ao mundo coletivo.
ABRAÇOS RECREATIVOS
MARCUS NUNES
sábado, 17 de setembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Bienal do livro 2011 - Lançamento do Livro Marcus e Zé
A Bienal do Livro do Rio de Janeiro começará no dia 1 de setembro e irá até o dia 11 de setembro. A editora pela qual estou lançando meu livro em parceria com José Ricardo estará no Pavilhão Azul, Rua H-2.
Conto com a presença dos amigos e familiares!!!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Novo Livro: Marcus Vinícius e José Ricardo - Setembro de 2011.
Próximo livro dos autores: Marcus Vinícius e José Ricardo, com lançamento para a Bienal do livro do RJ, em setembro. WAK editora!
Abraços Marcus Vinícius!
sábado, 18 de junho de 2011
Jogos cooperativos – aprendendo em grupo
Os Jogos Cooperativos surgiram com a constante valorização dada ao individualismo e a competição das quais foram condicionadas e aprendidas como única e melhor forma de caminho existente. Recuperar o papel socializador dos jogos e brincadeiras nas escolas pode ser uma opção para propiciar novas formas de relações sociais. Os Jogos Cooperativos servem para nos libertar da competição, e derrubar o mito que é a competição que nos faz evoluir. Seu objetivo maior é a participação de todos por uma meta comum. A agressão física é totalmente eliminada, cada participante estabelece seu próprio ritmo, todos se enxergam como importantes e necessários dentro do grupo. Aumentando a confiança e auto-estima. Reforçando essa idéia, Soler (2003) afirma que:
“No jogo cooperativo cada aluno é responsável por contribuir com o resultado bem-sucedido do jogo. Isso faz com que os alunos se sintam co-responsáveis e co-participantes. Logo, o medo de ser rejeitado pelos outros é eliminado, aumentando o desejo de se envolver, fazer parte do grupo”.
Durante as aulas de Educação Física é extremamente importante que seja trabalhado temas como os jogos cooperativos, pois estes são fundamentais para que se desenvolvam processos de formação social, afetiva, cultural. Priorizando, assim o pleno desenvolvimento da cidadania. Lembramos também que existem alguns paradigmas diante dos jogos cooperativos, pois alguns educadores acreditam que tais jogos sejam a solução para os problemas de ordem social e de conflitos dentro da escola. E como sabemos estes jogos não atuam como única saída para estes problemas. Eles servem, muitas vezes como facilitadores para que sentimentos cooperativos surjam durante uma atividade prática. Um exemplo clássico dentro da Educação Física é o caso daquele aluno “fominha”, ou seja, aquele que no futebol ou qualquer outro esporte coletivo, gosta de fazer tudo sozinho e não socializa a atividade. Através de uma pequena adaptação cooperativa, que aqui preferimos chamar de jogos semi-cooperativos, a regra principal é: quem fizer o gol, troca de time! Talvez este aluno citado não se dê conta da importância de estar trocando de time, mas nós sabemos o quanto está sendo necessário que ele ajude tanto um time quanto o outro. No final, quem venceu? Não importa, o mais interessante foi à participação ativa de todos e que “ares” de camaradagem e cooperação surgiram dentro do jogo.
O EDUCADOR COMO FACILITADOR DO PROCESSO
Mediar à relação que as crianças estabelecem entre si talvez seja a principal ação do educador se tratando de atividades recreativas bem direcionadas para crianças em idades escolares. Como assim? O educador auxilia o processo de desenvolvimento das capacidades infantis, tais como: tomadas de decisões, construção e apreensão de regras, cooperação, diálogo, solidariedade etc. Assim, o educador favorece o desenvolvimento de sentimentos de justiça e atitudes de cuidado que a criança passa a ter consigo mesma e com as outras pessoas. Diante disso, TEIXEIRA afirma que:
“Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar como parte integrante da atividade educativa. Brincar é uma situação em que a criança constitui significados para assimilação dos papéis sociais e compreensão das relações afetivas que ocorrem em seu meio, bem como para a construção do conhecimento.”
(2010, p 44)
Portanto, o educador participa das atividades recreativas, além de organizá-la, observá-la e avaliá-la. Para isso, o processo de observação das crianças durante as atividades torna-se fundamental. O educador, quando considera a criança um ser ativo em seu processo de desenvolvimento, faz a mediação entre ela e seu meio, podendo utilizar recursos como: materiais, brinquedos, atividades plásticas, músicas etc. Mas atenção: é fundamental e de extrema importância o modo pelo qual o educador se relaciona com as crianças. O educador deve interagir com a criança de modo a ser um facilitador, interventor, problematizador e propositor de novas idéias, espaços e brincadeiras, levando em conta as reações das mesmas e as encorajando em seus modos de brincar e de compreender o mundo. Assim, o educador e as crianças, juntos, poderão transformar e descobrir diferentes modos de se relacionar. Quando o educador compartilha uma brincadeira ou jogo com a criança, ele pode ajudá-la a enfrentar eventuais insucessos, estimular seu raciocínio, sua criatividade, reflexão, autonomia etc. Isto quer dizer: quando o educador tem intenção de brincar junto com a criança, pode criar diversas situações que estimulem o seu desenvolvimento, sua inteligência e afetividade. Cabe ao professor criar situações adequadas para provocar curiosidade na criança e estimular a construção de seu conhecimento. Pode-se perceber nesse momento, a importância de proporcionar à criança a vivência de situações concretas com jogos diversos e múltiplas atividades que favoreçam a construção de um ambiente estimulador e atraente. A tarefa essencial do educador deve estar voltada para seduzir o aluno, para que ele deseje e, desejando, aprenda. Neste sentido, se tratando do brincar, Alves (2008, p. 42) defende que:
“É brincando que a gente se educa e aprende. Alguns, ouvindo isso, pensam que quero tornar a educação coisa fácil. Coitados! Não sabem o que é brincar! Brinquedo fácil não tem graça. Brinquedo, para ser brinquedo, tem de ter um desafio”.
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